A primeira vez...
Eu era um vampiro e ela era o sangue mais doce que eu havia cheirado em oitenta anos.
Eu nunca imaginei que um cheiro assim pudesse existir. Se eu soubesse que existia, eu já teria saido procurando por muito tempo. Eu teria vasculhado o planeta por ela, eu podia imaginar o sabor...
Uma vez, quase no final, ela olhou pra mim pela fluida parede dos seus cabelos. Eu podia
sentir o ódio injustificado queimando em mim quando eu olhei nos olhos dela - eu vi a
minha reflexão em seus olhos assustados. O sangue pintou suas bochechas antes que ela
pudesse se esconder em seus cabelos de novo, e eu quase me desfiz...
Fugindo para Denali(Alaska), o medo de amar Bella...
Eu não estava ficando nada melhor, já haviam se passado seis dias, seis dias que eu
estava escondido no vazio deserto Denali, mas eu não estava nem perto da liberdade
desde o primeiro momento em que fui preso pelo seu perfume.
Quando eu olhei para o o céu estrelado, era como se tivesse uma obstrução entre meus
olhos e a beleza dele. A obstrução era um rosto, um rosto humano pouco notável, mas eu
não parecia poder baní-lo da minha mente...
Voltando à Forks, Edward já está apaixonado...
Eu sentei ao lado de humanos por quase dois anos nessa escola, ela foi a primeira a tentar
me examinar perto o suficiente para notar a diferença de cor nos meus olhos...
Tentando esquecer Bella...
Levaria apenas um ano ou dois para a garota desaparecer. Ela seguiria enfrente com a vida
dela - ela teria que seguir em frente com sua vida. Ela iria à faculdade de algum lugar, ficaria
mais velha, começaria uma carreira, possivelmente até se casaria com alguém. Eu podia
imaginar isso - Eu podia ver a garota toda vestida de branco andando em uma profunda
paz, de braços dados com seu pai.
Era sem igual a dor que aquela imagem me causou. Eu não podia entender aquilo. Eu estava com ciúmes, porque ela tinha um futuro que eu nunca teria...?
Edward a salva da morte...
Atirei-me pelo estacionamento, jogando-me entre a van desgovernada e a garota
petrificada. Movimentei-me tão depressa que tudo parecia apenas um borrão, menos o
objeto em que eu estava focado. Ela não me viu - nenhum olho humano conseguiria
acompanhar minha movimentação - ainda encarando a forma que estava prestes a prensála
na estrutura metálica de sua picape.
A peguei pela cintura, movendo com urgência para ser tão gentil quanto fosse possível. No
centésimo de segundo entre o tempo que levei para tirá-la do caminho da morte e o tempo
que levei para cair no chão com ela em meus braços, eu estava vividamente consciente da
fragilidade de seu corpo...
Amanhã tem mais...





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